O dia em que quase desistimos de um roteiro (e o que isso nos ensinou).
Teve um roteiro que quase não saiu do papel.
Fizemos três versões. Refizemos os horários. Trocamos hospedagem duas vezes. E, mesmo assim, alguma coisa não fechava.
A cliente tinha um jeito de viajar que não cabia no que a gente tinha montado até ali: queria dias mais lentos, sem correria entre um ponto turístico e outro.
A gente quase entregou do jeito que já tinha pronto. Foi mais fácil, no papel. Mas não teria sido certo.
Foi aí que paramos e recomeçamos do zero — não do destino, mas da pessoa.
Perguntamos de novo. Ouvimos com mais atenção. E o roteiro final ficou completamente diferente do primeiro rascunho.
Foi nesse dia que entendemos uma coisa que hoje guia tudo que fazemos: um roteiro bom não é o que cobre mais lugares. É o que combina com quem vai viver aquela viagem.
Desde então, preferimos demorar um pouco mais e entregar o roteiro certo, do que entregar rápido o roteiro errado.
Avistar & Co. Da nossa família para a sua.